segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mais um dia


Acordei tarde e desanimada, como tem sido nos últimos dias. Estava concentrada em meus a fazeres domésticos, afinal por enquanto não sou nada, além de mãe, esposa e dona de casa. Não que isso seja ruim, estou adorando, nunca estive tão próxima do meu filho, estamos nos tornando amigos, cúmplices. A parte das tarefas domésticas é que me deixa meio estressada, não nasci para isso, mulher nenhuma nasceu. Bom, enfim, eu estava passando roupas para ser mais exata e enquanto isso assistia ao campeonato inglês, a propósito, o New Castle estava ganhando de 1 X 0 do Queens Park Rangers, não me ligo muito nos campeonatos internacionais, embora adore futebol, mas vez por outra dou uma espiadela.
                O fato é que hoje enquanto trabalhava e assistia, acabei me perdendo em meus pensamentos e lembrei o quanto minha infância foi feliz. Lembrei-me de um lugar aonde minha mãe costumava levar a mim e a minha irmã, a do meio, por parte de mãe (são muitas irmãs). Era um clube, que na época para o tamanho que eu tinha, parecia enorme, hoje já não tenho certeza se era realmente tão grande, havia uma escadaria que dava acesso a uma parte onde ficavam as lanchonetes e os parquinhos, era tão divertido, mas o que eu gostava mesmo era das piscinas, pequenas, médias, grandes, muitas! Passávamos o dia inteiro lá, era um dia de diversão plena.
                Morávamos numa cidade do interior da Paraíba e muito provavelmente aquele era o único lazer das famílias desta e de outras cidadezinhas próximas, afinal, estava sempre lotado. Crianças correndo, deleitando-se nas piscinas, nos brinquedos, correndo, pulando. Enquanto os pais bebiam, comiam, dançavam e claro aproveitavam as piscinas também. A Alegria estava no ar, espalhada por todos os cantos deste lugar mágico que tinha o poder de transformar trabalhadores cansados da labuta diária em pessoas felizes, cheia de motivos para comemorar e ser feliz!

                Era tudo que eu precisava para ser feliz. Uma visita por mês já era o suficiente para me encher de alegria por um longo período. As lembranças do dia feliz, as histórias para contar aqueles que não puderam ir e, acima de tudo a expectativa do próximo passeio me enchiam de alegria durante muitos dias, alegria que ficava armazenada em meu coração, como um estoque de bem estar preenchendo minha vida de felicidade plena. Eu, minha mãe, minha irmã, alguns primos, alguns amigos e aquele clube lotado de pessoas e de contentamento eram suficientes para me fazer feliz, e fazia!
                O mais estranho é que quando somos crianças não temos consciência dessa felicidade, porque ser feliz é a coisa mais normal do mundo para quem é criança. Hoje, adulta, vejo a felicidade de um modo diferente e ao lembrar esse momento, sou feliz novamente!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inglês para brasileiro ver...e rir


Eu não sei quem é o autor deste texto, achei aqui nos meus arquivos   e pensei que vale a pena divulgar.É um texto muito divertido e interessante. Aproximar a nossa língua da língua inglesa de forma espirituosa é sempre válido, porque deste modo aproximamos também as pessoas deste idioma tão importante nos dias de hoje, que é o Inglês. Leiam e divirtam-se.

Um norte americano, morando há pouquíssimo tempo no Brasil e falando "bem" o português, faz a sua lista de compras e vai ao supermercado para tentar abastecer a sua despensa e geladeira.
Tendo feito a lista, a seu modo, e com o carrinho na frente, vai lembrando o que precisa:

             1- PAY SHE
             2- MAC CARON
             3- MY ONE EASY
             4- PAUL ME TOO
             5- ALL FACE
             6- CAR NEED BOY (MAIL KILO )
            
7- AS PAR GOES
             8- KEY JOE (PARM ZOOM)
             9- COW VIEW FLOOR
            10- PIER MEN TOM
            11- BETTER HAB
             12- LEE MOON
             13- BEER IN GEL
             14- THREE GO
             15- PAY TO THE PIER YOU

Ao final ainda dá um tapa na testa, dizendo: PUTZ GRILL LOW! IS KEY SEE O TOO MUCH... PUT A KEEP ARE YOU!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Parte de mim


Quando eu era adolescente, como a maioria das meninas nessa idade, eu escrevia diários (alguns deles tenho guardado até hoje), mas aí o tempo vai passando, você vai crescendo e falta tempo ou mesmo vontade de escrever.
 Há algum tempo eu me peguei pensando nisso, sei lá, uma necessidade de escrever, de falar, de comentar as coisas que acontecem comigo, as transformações pelas quais venho passado. Sinto de verdade que estou mudando. Sabe? Acho que estou me tornando uma pessoa diferente em vários aspectos. Às vezes penso que to ficando velha, só pode ser! Dizem que quando ficamos velhos voltamos a agir como crianças, pode ser que seja isso.
Olhando por uma escala regressiva e fazendo uma comparação inversamente proporcional (matemática não é comigo!), se é que vocês me entendem, eu penso que devo estar no início da velhice, o que, segundo minha escala imaginaria, deve ser equivalente a um comportamento adolescente. Quanto mais velha for me tornando mais criança vou ficando. Imagino que vem daí essa minha súbita vontade de escrever, esse desejo de expressar meus conflitos a partir da escrita, só não descobri ainda porque decidi publicar isso num blog, provavelmente toda essa era digital que vivemos me influenciou, no entanto preciso pensar melhor sobre isso.
Voltando as questões das mudanças: a troca de estado, do Tocantins para o Mato Grosso do Sul, definitivamente foi um dos fatores responsável por essa minha fazer reflexiva. Muitas coisas aconteceram nesses dois últimos anos.
Tenho vontade de escrever sobre tantas coisas, sobre muitas delas eu até já escrevi (só não tive coragem de publicar, embora eu saiba que quase ninguém visite esse blog) livros que li, livros que gostaria de ler, musicas, festas que fiz e que participei, alguns encontros familiares inusitados e sobre algumas pessoas que cruzaram meu caminho, algumas maravilhosas, outras nem tanto.
Um coisa é certa, Campo Grande é uma cidade muito maior que Palmas e é estranho como numa cidade com tantas pessoas eu me sinta tão só.
Os outros textos, aqueles que já escrevi, virão em breve. Esse foi só o primeiro passo.

14/01/2012

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O ROUBO DOS PATOS


Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinqüagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?'